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Segunda, 24 de Abril de 2017 - 02h50
Tratamento de urgência em traumatismo dentário – avulsão: o que fazer?
Por Dr. Luan Toro
Cirurgião-dentista
Dr. Luan Felipe Toro -Cirurgião-dentista graduado
pela UNESP – Câmpus de Araçatuba.Mestrando em
Biologia Geral e Aplicada (Biologia Celular
Estrutural e Funcional) pela UNESP – Câmpus de
Botucatu

As lesões traumáticas na dentição permanente podem ser caracterizadas como um dos mais graves problemas de saúde bucal no Brasil, principalmente entre crianças e adolescentes em idade escolar e fase de crescimento, ou seja, dos 7 aos 15 anos. O perfil epidemiológico de tais condições mostra-se bem delineado, compreende indivíduos do sexo masculino e evidencia que sejam consequências diretas de quedas, brigas, práticas esportivas e acidentes automobilísticos. É alta a frequência de traumatismos dentários em pessoas que apresentam selamento labial inadequado e protrusão da maxila em relação à mandíbula, sendo que tais acidentes costumam acometer os dentes superiores e anteriores, com destaque para os incisivos centrais.

Os traumas podem envolver apenas os tecidos moles da face e da boca, como pele e mucosas, os tecidos dentários propriamente ditos, ou mesmo os tecidos de suporte e sustentação dos dentes. Sendo assim, a avulsão dentária pode ser definida como o completo deslocamento do dente de seu local de origem, acarretando danos tanto às estruturas de suporte, quanto ao feixe de vasos sanguíneos e nervos que dão vitalidade ao elemento dental. Neste caso, o dente é literalmente expelido de seu alvéolo devido ao choque intenso no momento do trauma.

E o que fazer nesta situação? Primeiramente é importante manter a calma e tentar tranquilizar o acidentado, principalmente se este for criança e perceber que está com algum tipo de sangramento em sua boca. O atendimento precisa ser realizado por um cirurgião-dentista, de preferência dentro de 30 minutos, e o dente encontrado deve ser acondicionado em leite, ou como segunda opção, em saliva, colocado abaixo da língua ou entre os dentes e a bochecha do paciente, após a exclusão do risco de deglutição ou aspiração do mesmo, é claro.

Na impossibilidade de atendimento imediato por um profissional, sugere-se que o dente avulsionado seja apreendido pela coroa e lavado em soro fisiológico ou água corrente, sem esfregar a raiz ou utilizar qualquer tipo de produto para limpeza. Em seguida, o dente deve ser reposicionado adequadamente em seu alvéolo e mantido em posição, solicitando-se que o paciente morda suavemente um pedaço de gaze, algodão ou tecido limpo. A procura pelo cirurgião-dentista também deve ser feita imediatamente após tais procedimentos. O profissional realizará o atendimento e encaminhará o paciente aos serviços adequados, bem como fará a prescrição dos medicamentos necessários.

O prognóstico de um dente avulsionado depende em grande parte da agilidade do primeiro atendimento e das condições em que o elemento dental se encontrava no momento do reimplante. É interessante estar atento ao fato de que o dente decíduo, o famoso dente de leite, não deve ser reposicionado, devido à possibilidade de lesão ao germe dental de seu sucessor permanente, que possivelmente está em fase de desenvolvimento.

Assim, é de extrema importância que pais, responsáveis, cuidadores de crianças e adolescentes, e até mesmo a população de modo geral, estejam bem informados e seguros quanto à conduta a ser empregada nos casos de traumatismo dentário com avulsão, para que se consiga recuperar o dente em questão e devolver as condições funcionais, estéticas e psicológicas adequadas aos pacientes traumatizados.

 

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