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Segunda, 02 de Outubro de 2017 - 11h22
Maior ataque a tiros da história dos EUA mata 58 e deixa mais de 500 feridos em Las Vegas
Do G1
Pessoas correm para deixar o local do festival de música country onde um atirador disparou sobre uma multidão em Las Vegas, nos EUA (Foto: David Becker/Getty Images/AFP)

Cinquenta e oito pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas após um homem atirar do 32º andar do Mandalay Bay, um famoso cassino e resort de Las Vegas (EUA), contra multidão que participava de um festival de música na noite deste domingo (horário local, madrugada desta segunda em Brasília). A ação já é considerada o maior ataque a tiros da história dos Estados Unidos.

O número de vítimas ainda pode aumentar, segundo um porta-voz da polícia. A ação foi reivindicada pelo Estado Islâmico. Stephen Paddock, de 64 anos, teria jurado lealdade ao grupo há alguns meses, segundo a Reuters, citando a agência Amaq, que é ligada aos extremistas. A CNN afirmou que uma autoridade americana declarou que, em princípio, não havia encontrado conexões do incidente com grupos terroristas internacionais.

A primeira informação oficial era de que o suspeito havia sido morto por policiais. Mais tarde, no entanto, o xerife Joe Lombardo afirmou que o atirador se matou antes da chegada das forças de segurança. Com ele, foram encontrados 10 rifles.

Paddock teria começado a atirar por volta das 22h (horário local; 1h desta segunda, no horário de Brasília), na direção do Route 91 Harvest Festival, um festival de música country ao ar livre. Mais de 22 mil pessoas estavam no local.

Médicos tratam feridos enquanto polícia de Las Vegas busca por suspeitos após centenas de tiros serem disparados em frente a resort e casino de Las Vegas (Foto: Chase Stevens/Las Vegas Review-Journal via AP)

A polícia chegou a dizer que uma mulher chamada Marilou Danley, de origem asiática, tinha viajado com o suspeito. Pouco depois, investigadores informaram que ela "não é mais procurada". "Investigadores fizeram contato com ela e não acreditam que ela esteja envolvida com o tiroteio", disse a polícia em nota. Agentes procuram um Tucson, com placa de Nevada, que teria sido usado pelo atirador.

Questionado se achava que se tratava de um ato de terrorismo, o xerife da polícia de Las Vegas, Joseph Lombardo, afirmou "não, não neste momento acreditamos que foi um morador local". Ele chamou o atirador de "lobo solitário".

O site Gun Violence registra uma estatística de 272 grandes tiroteios nos Estados Unidos no decorrer deste ano, sem considerar ainda o de Las Vegas. Relembre os maiores ataques no país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou o ataque "um ato de pura maldade". Ele também prestou condolências às vítimas e às famílias "no terrível tiroteio em Las Vegas". "Deus abençoe vocês", afirmou no Twitter.

Como ocorreu o ataque

O motivo do ataque deste domingo ainda é desconhecido. Stephen Paddock teria disparado contra a multidão com o que parece ser uma arma automática. Testemunhas disseram à rede CNN que o som era semelhante ao de fogos de artifício e também ao de vidro quebrando.

Pessoas correm no local do festival de música country após tiros serem disparados em Las Vegas, nos EUA (Foto: David Becker/Getty Images/AFP)

Uma testemunha contou que viu um homem ferido no pescoço "e, depois, as pessoas começaram a cair como moscas".

O cantor Jason Aldean, que conseguiu escapar, estava no palco quando os espectadores ouviram as primeiras rajadas de tiros. Em poucos segundos, a música parou de tocar. Em um vídeo, uma mulher fala "abaixa, fica abaixado" pouco depois da interrupção da música, e um clima de confusão domina o local. Menos de um minuto depois é possível ouvir novos disparos.

Muitas pessoas correram na tentativa de se proteger dos disparos. Elas buscaram abrigo em hotéis, restaurantes e no aeroporto McCarran.

Médicos tratam feridos enquanto polícia de Las Vegas busca por suspeitos após centenas de tiros serem disparados em frente a resort e casino de Las Vegas (Foto: Chase Stevens/Las Vegas Review-Journal via AP)

Vários vídeos do momento dos disparos foram divulgados nas redes sociais. No entanto, a polícia pediu que as pessoas não transmitissem pela internet ou compartilhassem posições táticas de agentes de segurança no local do ataque. "Pode colocá-los em perigo."

Segundo nota da polícia, um agente que estava fora de serviço é um dos mortos no ataque. Dois policiais ficaram feridos – um deles estava em estado crítico, mas já estabilizou.

O Las Vegas Boulevard e a rodovia I15 foram fechadas para tráfego de veículos, e a polícia pediu que a área seja evitada.

A área em torno da casa do atirador Stephen Paddock, na cidade de Mesquite, Nevada, foi bloquada pela polícia local, segundo a imprensa.

Repercussão

O cantor Jake Owen, que se apresentava no festival, publicou no Twitter: "Tiros. Rezem a Deus. Amo vocês. Amo você, Pearl". Depois, afirmou que estava "rezando para todos aqui em Vegas". "Eu testemunhei o evento mais inimaginável hoje à noite. Estamos bem. Outros, não. Por favor, rezem".

A cantora Lauren Alaina, que se apresentou no sábado no festival de música country, afirmou que está "rezando para todos no Route 91". "Aquela multidão foi uma das melhores. Essa notícia é devastadora".

A MGM Resorts, dona do Mandalay Bay Resort, mandou condolências às vítimas e registrou a "resposta rápida" da polícia e dos serviços de emergência. O governador de Nevada, Brian Sandoval, qualificou o ataque como ato de violência.

O Papa Francisco está "profundamente triste" pela "tragédia insensata" ocorrida em Las Vegas, segundo o Vaticano.

O ex-presidente Barack Obama também lamentou a tragédia. “Michelle e eu estamos rezando pelas vítimas em Las Vegas. Nossos pensamentos são com suas famílias e todos que estão passando por outra tragédia sem sentido”, afirmou no Twitter.

Em nota divulgada na manhã desta segunda pelo Itamaraty, o governo brasileiro repudiou o ataque e afirmou que não há registro de brasileiros entre as vítimas. “O Brasil condena esse ato de violência e expressa, consternado, seu sentimento de pesar às famílias das vítimas e estende votos de plena e rápida recuperação aos feridos. Até o presente momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas”, afirma.

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